Home / Noticias 2008 / 08-98
 

Turista monta próprio roteiro de vivências mineiras pela web

Em busca de renovação, as cidades históricas de Minas Gerais colocaram sua cultura viva à disposição.



Geralda Aparecida Luz Campos, 50, artesã mineira
de Itabirito, recebe turistas em ateliê

Após dois anos de organização e capacitação de centenas de moradores, 20 municípios agora oferecem 260 atividades que colocam o turista dentro das casas, ateliês e salões mineiros --tudo organizado em um cardápio para o viajante montar seu próprio itinerário pela web.

A interatividade é a palavra-chave desse projeto, coordenado pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais. É a mão contrária do turismo contemplativo de massa que nos últimos anos levou milhares de pessoas a conhecer as igrejas históricas de cidades como Mariana e Ouro Preto.


Além de seus conjuntos arquitetônicos, essas duas cidades oferecem agora, respectivamente, oficina de repiques de sinos (preço sob consulta) e prosa na antiga casa do poeta Alphonsus de Guimaraens, acompanhada de um café colonial (R$ 20 a R$ 30), entre muitas outras atividades.

"Não quisemos reinventar a roda. A cultura e a natureza movem o turismo, e já tínhamos tudo isso. Precisávamos organizar, qualificar e promover. É o que estamos fazendo", diz Antônio Eduardo Martins, presidente da associação que reúne 25 cidades mineiras.

Em Itabirito, o destaque é a oficina de ceramismo e pintura de bonecas (R$ 35) no ateliê Maria Conga e Philó, de Geralda Aparecida Luz Campos, 50. A aula abrange não apenas o artesanato, mas a história da região e das mulheres que deram nome ao ateliê. "Elas inventaram o pastel de angu em 1781", conta Geralda. A iguaria é servida aos visitantes, ao lado de outros quitutes mineiros.

Para quem quer música, a cidade, assim como Caetés, tem apresentações exclusivas da banda Santa Cecília (preço sob consulta), fundada em 1936. Já Sabará oferece uma seresta mineira (R$ 27 a R$ 320), com direito a fogueira e bate-papo.

Na web
O projeto concretiza a tendência já registrada entre viajantes de todo o mundo, que cada vez mais definem sozinhos para onde, quando e como vão, utilizando a internet como principal ferramenta.

No site da associação (http://www.cidadeshistoricasdeminas.com.br), é possível acessar o cardápio de atividades e montar seu próprio roteiro. É preciso agendá-las com alguns dias de antecedência (o período é informado na própria página, assim como os contatos dos responsáveis). Agências de viagens que trabalham com as cidades históricas já começaram a montar pacotes com as atividades inclusas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u414112.shtml