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Com tsunami e revoltas, 2011 foi ano moderado para o turismo mundial

O turismo mundial continuou a recuperar-se em 2011, com aumento de 4,4% no número de viagens em relação ao ano anterior, mas seu ritmo deve desacelerar-se em 2012 por conta de um contexto econômico menos ativo, anunciou na segunda-feira (16) a Organização Mundial de Turismo (OMT).
 
"As chegadas de turistas internacionais cresceram 4,4%, alcançando os 980 milhões", disse o organismo da ONU, com sede em Madrid. Esse crescimento se situa dentro da previsão da OMT, que esperava um aumento de 4% a 5%.
 
Em 2012, "o crescimento deve continuar, mas a um ritmo um pouco mais lento", de 3% a 4%, em um contexto de desaceleração econônima geral, prevê a OMT.
 
"O ano se caracterizou por uma reativação da economia mundial, por importantes mudanças políticas no Oriente Médio e no norte da África e por catástrofes naturais no Japão", disse o organismo da ONU, com sede em Madri.
 
Três anos depois do início da crise econômica internacional, o turismo continuou vivendo "uma conjuntura difícil", reconheceu o presidente da organização, Taleb Rifai, que classificou de "alentadores" os resultados de 2011.
 
Segundo Rifai, o setor de Turismo, "diretamente responsável por 5% do PIB mundial", foi golpeado pela crise de 2008, quando seu crescimento se desacelerou até 2%, antes de viver em 2009 seu pior ano em seis décadas, com uma queda de 4% nas chegadas de turistas.
 
A recuperação chegou em 2010, com uma alta de 6,7%.
 
BRASIL
Na contramão global, os brasileiros realizaram gastos recordes no exterior em 2010 e 2011, principalmente nos Estados Unidos, Buenos Aires e Paris, segundo o diretor do Departamento de Estudos (Depes) do ministério do Turismo, José Francisco Salles Lopes.
 
Em 2010, cerca de 1,1 milhão de brasileiros viajaram para os Estados Unidos, 870 mil para a Argentina e 384 mil para a França. A lista de preferências continua com Portugal, Itália e Espanha.
 
E os brasileiros não apenas viajaram, mas gastaram muito. Com US$ 5,9 bilhões desembolsados nos Estados Unidos em 2010, segundo o departamento de Comércio americano, são os estrangeiros que mais gastam per capita no país, quase US$ 5.000 por pessoa.
 
"O brasileiro gasta tudo o que tem. Se tem 5.000, gasta 5.000", explicou Salles.
 
O Banco Central estima que, em 2011, os brasileiros gastaram mais de US$ 20 bilhões em viagens internacionais, 22% a mais que em 2010


 

 

 


 

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