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Deserto do Jalapão atrai campistas e aventureiros do Brasil inteiro

Tocantins -  O Deserto do Jalapão, conhecido pela aridez da região e suas dunas de até 30 metros de altura, seria mesmo um deserto, não fossem a profusão de águas límpidas e a diversidade de fauna e flora. No coração do Brasil, Jalapão é na verdade um oásis. A 180 km de Palmas, capital do Tocantins, é uma daquelas regiões que a natureza tentou esconder e, assim, se mantém intacta.
Com sua mata de transição entre o cerrado e a caatinga, tem corredeiras e inúmeras cachoeiras, grandes chapadas, rios e córregos com águas cristalinas e diversas formações rochosas, revelando uma mistura de cores e formas incríveis. É lá que nascem os afluentes dos rios Tocantins - principal sistema de rios do cerrado brasileiro -, do São Francisco e do Parnaíba.

O Jalapão é único também pelas dunas quilométricas, formadas pela atuação dos ventos e das chuvas, num processo de evolução constante.
Como chegar
 
Por ser uma região ainda pouco povoada e com poucas estradas, o mais indicado é chegar ao Jalapão com um pacote de turismo previamente contratado. Mas os aventureiros podem voar até Palmas, Tocantins, e de lá alugar um carro (de preferência um 4x4 e previamente contratado também) até o Jalapão, via TO-255, até Ponte Alta do Tocantins, porta de entrada do Jalapão.

Para onde ir

Vila Mumbuca: O povoado remanescente de um quilombo tem população de menos de 200 pessoas. Lá surgiu, há dois séculos, o popular artesanato de capim-dourado, planta típica que cresce nos varjões entre abril e junho. Enquanto os homens trabalham na roça ou pescam para o sustento, as mulheres trançam chapéus, cestas e bolsas.

Parque Estadual do Jalapão: Criado em 2001 e com 150 mil hectares, tem rios, cachoeiras, lagoas, dunas, serras e chapadas. É um dos conjuntos naturais mais ricos do Tocantins. É possível ver tucanos, papagaios, araras-azuis, emas, veados, tamanduás, antas, jacarés e até onças. Abriga ainda espécies raras e ameaçadas de extinção, como o pato-mergulhão e a águia-cinzenta. A vegetação de cerrado combinada com a areia, dunas, serras e vales, e cachoeiras de águas azuis são impressionantes. Para chegar lá, pegar a TO-255, de Porto Nacional até Ponte Alta (133 km). A partir de Ponte Alta, só de 4x4.

Cachoeira da Velha: É a maior da região, com quedas com mais de 25 metros de largura. Pegando trilha de uma hora, chega-se a uma praia pequena de águas doces e límpidas. Visual imperdível (acesso pela estrada para Fazenda Triagro).
Cascata do Rio Formiga: Pequena queda d’água, formando piscina de águas verdes e cristalinas. Tem estrutura para camping (acesso pela estrada São Félix do Jalapão).
Alguns passeios

Fervedouro: Cercado de bananeiras, um poço de águas limpas e azuis brota das areias brancas. A água aflorando com pressão cria curioso fenômeno da ressurgência: banhistas não conseguem afundar. Diversão na certa.

Rio Novo: Um dos últimos rios com água potável do mundo. Com águas cristalinas e belas praias à margem. É comum a prática de rafting (três horas de descida, contratado por agência de turismo), canoagem, rapel, entre outros esportes aquáticos.
Dunas: Os até 30 metros de altura de areia dourada são uma visão inesquecível. O pôr do sol é deslumbrante.


Mirante da Serra do Espírito Santo: A serra é o cartão-postal do Jalapão. O processo de erosão origina as dunas que se formam a seus pés. São 30 minutos de subida mais 45 minutos de caminhada até o mirante.

 


 

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