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Camping lota, e grupo fica sem ter onde ficar durante Cúpula dos Povos

 

Professor e 25 alunos saíram de SP e esperaram 8 horas na rua.Eles acabaram indo para um imóvel alugado em Botafogo.

O professor de Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) José Carlos Oliveira saiu quinta-feira (14) de ônibus da cidade de Franca, em São Paulo, com 25 alunos, malas, travesseiros, colchonetes e barracas, com o objetivo de acampar na UFRJ, na Praia Vermelha, Zona Sul do Rio, nesta sexta-feira (15). O grupo, que vai fazer palestras na Cúpula dos Povos, ficou das 8h às 16h30 na rua, sem saber para onde ir, depois de encontrar o camping lotado.

"Não almoçamos ainda, não fomos ao banheiro ainda", disse o professor, rodeado de estudantes que tentavam achar uma solução. "Estamos cogitando dormir no ônibus que a gente veio, da universidade. O camping da Quinta da Boa Vista está sem água", completou.

O drama chegou ao fim depois que um homem que passava de bicicleta viu o grupo de mala e cuia na grama do Aterro e ofereceu o apartamento dele, de quarto e sala, em Botafogo, na Zona Sul, para alugar. Cobrou R$ 15 por dia, para cada pessoa. Como eles pretendem ficar uma semana, cada um gastará R$ 105, para se virar no espaço pequeno.

Foram 12 horas de viagem e outras 8 horas de espera. Os estudantes vão falar sobre economia solidária durante o evento.

A Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20 onde organizações da sociedade civil vão discutir temas relacionados à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, começou nesta sexta e promete reunir 18 mil pessoas nas 50 tendas do evento. O público esperado para essa edição do evento é quase o dobro do que compareceu à Cúpula dos Povos em 1992, durante a Rio-92.

 

 

 

 

 

 


 

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