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Encontro reúne em Pomerode proprietários de motorhomes de todo o Brasil

 

Ter qualquer lugar do mundo como quintal de casa. Este é o motivo que leva grande parte dos adeptos a ter um motor-home. 


— Isso é que dá vida para a gente – resume em poucas palavras Henrique Manoel Patrício, 73 anos, de Indaial.

Ele é dono de um dos 330 veículos que participaram do 6º Encontro de Motor-Homes de Pomerode, que terminou ontem. Parte dos participantes chegou à cidade em 24 de agosto. O restante veio na semana passada, ponto alto do evento. Noventa dias depois de ter capotado o próprio motor-home, Patrício chegou a Pomerode com o veículo reformado: 

— Ah, viajar é muito bom. Se melhorar, estraga. 

Enfileirados no Parque Municipal de Eventos de Pomerode, os motor-homes e trailers formaram uma comunidade. Sentados sob as lonas dos veículos, os proprietários aproveitaram o encontro para colocar a conversa em dia, jogar cartas e falar sobre as viagens. Uma van alugada pela organização levou os interessados para compras e visitas às cidades da região. 

Presidente do Grupo Roda Mundo, que organiza anualmente o encontro, Getúlio Barreto de Souza ressalta que a maioria dos donos de motor-home é formada por aposentados. Ao lado das esposas e, em alguns casos, dos filhos, cruzam o Brasil e rompem as barreiras do país.

— Cada viagem é diferente. Por isso, não enjoa. Quando estamos na nossa residência fixa, às vezes, nem conhecemos nossos vizinhos. No caso do motor-home, nós ficamos muito próximos. Se passamos pelo estado de um amigo sem visitá-lo, ele fica bravo – descreve Souza. 

Gaúchos de São Leopoldo, Dirceu Cirza, 67, e Rose Cirza, 58, viajam sempre para encontros de motor-home. Quando Dirceu está cansado, Rose assume o volante. No evento de Pomerode, o casal foi um dos destaques pela novidade que apresentou ao restante do grupo: um novo estilo de máquinas de lavar roupa. O equipamento fica acoplado em uma espécie de bagageiro. 

— Viajamos mais no inverno. Ficamos até três meses fora de casa. Fugimos do frio e vamos para o calor do Norte e Nordeste — conta. 

Domingo de manhã de manhã, um café colonial fechou o evento deste ano. Parte dos motor-homes já saiu de Pomerode. O grupo restante começará hoje uma nova viagem em busca de outros quintais. Cada quilômetro rodado, um novo quintal, cada encontro, uma nova amizade.



 

 

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