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10 Fatores para avaliar antes de armar a barraca

 

Acampar exige estratégia

Dar uma pausa do corre-corre das metrópoles é mais do que necessário; é essencial. Quem vive nelas, sabe bem disso. E um jeito de renovar as energias é pegar a estrada e acampar. Ter contato com a natureza bem de pertinho. Seja fazendo camping selvagem ou montando a barraca num lugar com a infraestrutura necessária, a finalidade é a mesma – respirar ar puro e curtir o que a beleza natural proporciona. Entre as coisas mais fantásticas que a natureza oferece é o inesperado e o incontrolável: sol, vento, chuva, tempestade, etc. Ninguém sabe o que realmente pode encontrar durante um acampamento, por isso é fundamental viajar preparado, pronto para o que der e vier. Isso significa buscar informação, principalmente, de como lidar com a sua moradia. A barraca é a sua companheira, o seu refúgio, onde você entrega a sua intimidade e também a sua proteção. O campista ou o aventureiro pode contornar possíveis riscos que possam surgir se viajar prevenido.Os cuidados giram em torno do local, da sua escolha e do jeito que se deve armar a barraca.


1. Barraca ideal

Antes de decidir onde vai ficar, procure saber tudo sobre a sua barraca, ou seja, suas especificações técnicas. 

Comece verificando o grau de impermeabilização. Se o material usado na barraca tem capacidade suficiente de repelir as partículas de água em caso de chuva, por exemplo. As barracas mais populares possuem um grau de impermeabilização que varia entre 800 mm e 2000 mm. 

Observe também as características aerodinâmicas da barraca. Basicamente, é conhecer a posição, o número de portas e ainda a altura da barraca. 

A relação é simples. Se a aerodinâmica e o grau de impermeabilização são bons, a barraca não precisa ser montada em local protegido para suportar chuva e vento, pois não será submetida a riscos. Mas as que têm um grau de impermeabilização por volta de 800 mm devem ser montadas, de preferência, debaixo de lona ou em locais cobertos para evitar chuvas densas e goteiras. Ninguém merece dormir com pinga-pinga na cabeça!

2. Melhor posição

O mínimo de conforto é bom, por isso encontre um local onde bata sombra logo nas primeiras horas da manhã. Com sombra no início do dia, a temperatura fica mais amena, deixando o interior da barraca fresca e agradável. Nessas condições, com certeza, aumentam as chances de dormir e descansar um pouco mais pela manhã.

3. Direção do vento

A direção do vento determina o local onde a barraca deve ser montada, para sair tudo bem no acampamento. Isso mesmo, as portas não podem ficar do lado em que o vento vem, porque pode entrar pelas portas e inflar a barraca, danificando as estruturas e as lonas. No camping feito nas áreas montanhosas, a barraca deve ficar atrás de pedras ou moitas, nunca na crista das montanhas. São nesses locais em que o vento incide diretamente para o acampamento.

4. Rotas de escoamento da água

Água no interior da barraca é um dos piores pesadelos. Áreas baixas, no pé de morros, solos pouco permeáveis e áreas em declive devem ser evitadas. Além de não serem rotas de escoamento, as áreas planas permitem que a barraca seja montada de maneira corrreta.

5. Distância de rios e córregos

A vazão de um rio ou riacho aumenta rapidamente quando chove. Em cinco minutos, o nível da água pode subir até 20 metros caso caía uma tromba d’água. Ou seja, uma chuva repentina e densa pode causar um desastre. Mesmo que seja cômodo acampar próximo de rios, a barraca deve ser montada a uma distância de no mínimo 100 metros do leito, para a segurança do campista. Acontecem muitos acidentes quando se acampa na beirada dos rios.

6. Atenção ao solo

Quando estiver procurando o local para acampar, atenção ao local onde vai colocar a barraca. Retire pedras, galhos e outros objetos pontiagudos que podem machucar ou ainda danificar o chão da barraca. Além disso, outro cuidado é com buracos e a inclinação do terreno: procure o local mais liso possível. Se precisar colocar a barraca em um local inclinado, na hora de dormir procure sempre colocar a cabeça para a parte mais alta do terreno; isso evita que o sangue se concentre na cabeça durante a noite, o que pode gerar mal estar e dores de cabeça.

7. Atenção aos raios

 

Atenção: áreas abertas e descampadas atraem mais raios. Então, nada de montar a sua barraca por lá. Procure um local com bastante vegetação ao redor e longe de materiais metálicos, como cercas de arame, trilhos de trem e postes.

8. Espaçamento entre barracas

Nos campings onde você divide espaço com outras pessoas, monte a sua barraca mantendo distância das outras, para esticar os estirantes e deixar a passagem livre. Ao percorrer o camping, preste atenção nas barracas dos demais campistas. Uma topada em um estirante pode causar sérios dados à estrutura da barraca.

9. Cuidado com insetos

Pequenos insetos também incomodam muito, mas também fazem parte da natureza. Mas alguns precisam ser contornados para não tirar o seu sossego. Cabe a você evitar os formigueiros ou as rotas de formigas. É melhor fugir desse percurso. 

Também não acampe onde há criação de gados e outros animais do mesmo porte, porque atraem moscas, aracnídeos, carrapatos, entre outros. Levar uma picada de carrapato, por exemplo, pode dar reação alérgica e até transmitir doenças como a febre maculosa; os sintomas são dores de cabeça fortes, além de febre alta.

10. Ecologicamente consciente

Por último, mas não menos importante: aproveite a natureza e os recursos que oferece com a consciência de que é importante preservar as áreas utilizadas. Em regiões de camping selvagem, evite desmatar o local; procure ocupar áreas que já foram usadas. É um meio de proteger o meio ambiente. Para os proprietários de camping de plantão, lembre-se de revezar os locais de camping, para dar um tempo para a vegetação se recompor. Reveze os lugares destinados às barracas de tempos em tempos. Afinal, todos querem desfrutar de uma bela paisagem.

 

 

 

 

 

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